Por determinação da Prefeitura da Capital, foliões estão sendo obrigados a desocupar as ruas do centro Histórico da Capital até as 2h da madrugada durante esse Carnaval. Vídeos e relatos publicados nas redes sociais mostram que a Polícia Militar tem agido com violência, utilizando bombas de gás e cassetes. Em Santo Antônio de Lisboa, houve registro de pessoas feridas que precisaram de atendimento.
No Centro, os policiais investiram contra a multidão, atingindo também mulheres e crianças. Em Santo Antônio de Lisboa, o tradicional bloco que desfila pela avenida do bairro reuniu cerca de 25 mil pessoas. A confusão com a PM abreviou a festa.
Seis mulheres registraram Boletins de Ocorrência na central de Polícia Civil da Capital relatando a violência por parte dos PMs. As agressões teriam ocorrido por volta da meia-noite (duas horas antes do toque de recolher), em frente ao bar Madalena, na avenida Hercilio Luz. Uma dasa mulheres precisou ser socorrida e permanece internada no hospital. Outra mulher foi rendida e colocada numa viatura da PM. No entanto, ao nvés de sr levada á Central de Polícia Civil, ela foi abandonada numa rua escura do bairro Coqueiros, na região Continental da Capital.
Segundo um relato publicado por uma das vítimas nas redes sociais, todas as vítimas rceberam apoio da assessoria jurídica da OAB que agora pretende processar os policiais agressores.
A adolescente Manoela Ribeiro, de 18 anos, conta que conseguiu ligar para os pais pedindo socorro. Ela ficou sofreu ferimentos e está em casa, tratando dos machucados.
– Vimos a polícia e fomos sentar em um banco pra não sermos confundidas com a multidão, que estava tumultuando a rua. Um policial de máscara chega e pede pra nos levantarmos, sob o argumento de que estávamos atrasando seu trabalho. O grupo de meninas se retira tranquilo, mas, um dos polícias bate na cabeça de uma delas com o cassetete, ato que se traduz por ‘vai logo’. Indignada, a menina questiona a violência e então leva spray de pimenta no rosto três vezes. Outra garota, também indignada pela agressão, chama a polícia de covarde e os polícias tentam atingi-la com uma bomba de gás lacrimogêneo. Eles, então, começam a empurrar as meninas com escudos até o começo da avenida. Hercílio Luz. Eles se divertem com a situação – porque de fato riem e dizem que deveríamos ter máscaras de proteção como a deles! -, disse ela.
A Polícia Militar, em nota, justificou que a aplicação das medidas para dispersão foi necessária após um grupo de foliões se revoltar contra as ordens para deixar o espaço e liberar as vias para limpeza.
– Em determinado momento, um grupo liderado por uma mulher, passou a incitar os foliões contra a PM, usando de garrafas, pedras e latas. Tais estavam extremamente agressivos e aparentemente embriagados -, diz a corporação, acrescentando que ninguém foi preso.
A PM acrescentou ainda que um militar foi ferido no rosto. Uma pessoa que estava no local e preferiu não se identificar detalha que moradores foram agredidos quando tentavam retornar para casa pelo caminho da praia, rumo à região conhecida como Sambaqui.
A situação ocorre em meio a uma decisão da prefeitura de fechar restaurantes e bares todos os dias durante o Carnaval de Florianópolis à meia-noite e de limitar as festas até as 2h, principalmente na região central da cidade.
Confira um vídeo que circula nas redes sociais:
Contraponto – O que diz a PM
No encerramento da primeira noite de Carnaval de Santo Antônio de Lisboa, na madrugada de sábado (18), a Polícia Militar iniciou por volta das três horas, uma linha para retirada de foliões que ainda se encontravam no espaço, tendo a festa encerrada as duas horas pela organização conforme estabelecido em reunião com a prefeitura.
A ação da PM objetivava dar condições das equipes da Comcap [estatal de limpeza urbana] iniciarem os trabalhos de limpeza do local e também a liberação das ruas aos moradores.
Em determinado momento, um grupo liderado por uma mulher, passou a incitar os foliões contra a PM, usando de garrafas, pedras e latas. Tais estavam extremamente agressivos e aparentemente embriagados. Um policial militar foi ferido no rosto por um objeto arremessado. Foi necessário o uso progressivo da força, e de técnicas e tecnologias não letais (espagidores de agentes químicos e outros), para cessar as injustas agressões e, também com vista a dispersar as pessoas que estavam alteradas, embriagadas e utilizando de violência contra os policiais em serviço.
Não foi possível realizar a prisão e nem identificação dos populares no primeiro momento e o policial militar foi atendido e passa bem. Não houve registro de populares feridos na ação.






















































