
Um homem de 62 anos que matou a esposa com oito tiros em uma revenda de automóveis no bairro Estreito, em Florianópolis, foi condenado nesta terça-feira (20) à pena de 19 anos, sete meses e seis dias de prisão em regime fechado. A decisão do Tribunal do Júri da comarca da Capital foi proferida após quase 12 horas de sessão. O acusado teve negado o direito de recorrer em liberdade. Ele está preso desde fevereiro de 2021.
Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o homem não aceitava o fim do relacionamento de mais de 20 anos. Na data do crime, 8 de fevereiro de 2021, ele recebeu a ex-companheira Tatiana Cardoso de Lima, de 43 anos, na sua loja de revenda de automóveis, entre a avenida Marinheiro Max Schramm e a rua Jornalista Rodolfo Eduardo Sulivan, e a matou com oito tiros no escritório.
O casal estava separado há apenas um mês, após 25 anos de relação abusiva onde Tatiana era constantemente agredida fisicamente. Mesmo assim, ela preferiu não pedir medida protetiva. No dia em que morreu, Tatiana teria sido chamada para ir ao encontro dele para receber o dinheiro da mensalidade do colégio da filha mais nova. Ainda conforme o MP, depois do assassinato, o acusado fechou a porta do escritório para impedir que vítima fosse socorrida. O homem fugiu a seguir, mas, foi preso no dia seguinte na cidade de Porto Belo, no Litoral Norte.
No entendimento do Conselho de Sentença o crime foi qualificado por motivo torpe, por ter matado por não aceitar o fim da relação; meio cruel, pela ação com brutalidade de disparar oito tiros contra a vítima, o que lhe causou sofrimento desnecessário. O crime ainda foi cometido mediante dissimulação, porque o réu pediu que a ex-esposa fosse até ele supostamente para entregar dinheiro. E, por fim, foi reconhecido o feminicídio por razões da condição do sexo feminino. A sessão foi conduzida pelo magistrado Mônani Menine Pereira.





















































