Após a estreia com sessões lotadas em Florianópolis, no palco do Sesc Prainha, o novo espetáculo da companhia Traço de Teatro “Quando dançamos acima das fogueiras” vai agora circular pela Capital e também por Palhoça neste mês de Julho. No total, serão 12 apresentações, sempre com entrada gratuita. Nesta sexta-feira (14) até domingo (16), o espetáculo ocorre na Casa das Máquinas, na Lagoa da Conceição.
Nos dias 18, 19 e 20, as apresentações serão no Teatro Pedro Ivo, junto ao Centro Administrativo do Governo do Estado, às margens da rodovia SC-401, no Norte da Ilha. Em Palhoça, a peça fica em cartaz nos dias 22, 23 e 24 de julho, sempre às 20h, no Centro de Artes e Esportes Unificados, que fica na rua Neri dos Santos, 148.

No palco, “Quando dançamos acima das fogueiras” funcina com a desconstrução e a provocação através da palhaçaria se coloca a serviço da alegria, tão necessária nos últimos tempos. Outra característica marcante do trabalho é o público virar protagonista. “A peça fala da necessidade de reflorestar o mundo, em diversidade, em potência, de criar novos olhares e novas possibilidades de r-existir”, afirma Débora de Matos, atriz e palhaça.
Sensível e poético, o novo trabalho da Traço Cia. de Teatro tem direção e palhaçaria de Débora de Matos, Egon Seidler e Greice Miotello, colaboradores da companhia que atua desde 2001 e contribui significativamente com a cena catarinense. Em sua trajetória artística, a Traço investiga a arte da palhaçaria e do teatro de rua, na busca de uma linguagem própria, pautada no encontro entre atores e espectadores, estabelecendo uma relação livre, direta e potencialmente transformadora.
A companhia possui diferentes espetáculos em repertório e sua última estreia foi em 2016. O grupo também desenvolve o projeto (A)Gentes do Riso desde 2011 e é parceiro da organização internacional Pallasos en Rebeldía (desde 2013), atuando em eventos humanitários e fóruns sobre Circo Social no Brasil, na Cisjordânia, na Colômbia, na Costa Rica e na Espanha.
Resultado do projeto de pesquisa e montagem, “Quando dançamos acima das fogueiras” iniciou no período pandêmico e foi amadurecendo até chegar no formato atual. O ponto de partida durante as investigações cênicas foi o texto “Asfixia”, do dramaturgo Afonso Nilson.
“Com ele tivemos o prazer de realizar um encontro. Aliás, durante o processo, outros aconteceram. Recebemos a visita da artista Drica Santos e da indigenista Ingrid Sateré-Mawé, que mediaram espaço de partilha, no contínuo exercício de descolonizar nossos modos de estar, de pensar, de agir e de olhar para o mundo. Claudia Sachs e Bárbara Biscaro conduziram um trabalho formativo em bufonaria, que nos possibilitou abrir camadas em nossas figuras (Palhaça Esmeralda, Palhaça Gretta e Palhaço Jubi). Já Marina Monteiro, atuou na condução da dramaturgia do espetáculo, guiando a equipe durante a criação do roteiro da obra”, contou Débora.
O projeto de montagem do espetáculo “Quando dançamos acima das fogueiras”, da Traço Cia. de Teatro, tem a realização da Fundação Nacional de Artes, Ministério da Cultura, Governo Federal.
A Casa das Máquinas fica na rua Henrique Veras do Nascimento, 82, bairro Lagoa da Conceição, em Florianópolis. O ingresso deve ser retirado pelo menos uma hora antes do espetáculo, pois está sujeito a lotação.






















































