Dados divulgados pelo IBGE nesta semana apontam que Santa Catarina registrou nos últimos anos a chegada de migrantes, que são pessoas que chegam de outros estados brasileiros em busca de oportunidades. Juntos, os três estados do Brasil registraram um saldo migratório de 362 mil novos moradores, ou seja, a diferença entre os novos residentes e os que deixam a região.
O avanço do agronegócio ajuda a explicar o interesse pelo Sul. Além disso, o reforço desse setor econômico tende a aumentar a oferta de emprego em outras áreas, como no funcionalismo público e no comércio local.

Também pesam a possibilidade do trabalho remoto e um movimento de troca de grandes centros urbanos por cidades menores, em busca de mais qualidade de vida. Nas metrópoles, como São Paulo, a insegurança pública e as falhas na mobilidade estão entre as principais queixas.
O Censo do IBGE revela essas mudanças na origem dos migrantes. Para os empregos na agroindústria e na construção civil em Santa Catarina, por exemplo, os nordestinos eram o principal público vindo de fora. Agora o Censo revela fluxo forte vindo do Pará, que já responde por quase 9% dos novos moradores. Entre as cidades de mais apelo, estão Joinville e Itajaí.
Em Florianópolis e arredores, o misto de belas praias, segurança e entretenimento também atrai nômades digitais e idosos, o que dá à região o apelido de “Flórida brasileira”, Estado para onde muitos americanos vão depois da aposentadoria.
Depois do Sul, o segundo maior saldo migratório é do Centro-Oeste. Já o Nordeste, historicamente terra natal de grandes contingentes de trabalhadores em busca de novas oportunidades, tem queda no ritmo de emigração.
Já no Centro-Oeste, a atração é puxada por Goiás (saldo migratório de 186 mil) e por Mato Grosso (saldo de quase 104 mil).
A unidade da federação que destoa das demais na região é o Distrito Federal, com mudança expressiva para Goiás – metade das pessoas que emigraram de Brasília no período do Censo, teve o Estado vizinho como destino.
É possível que isso leve à criação de uma região metropolitana próxima ao Distrito Federal, com preços mais baixos de aluguel e menor concentração urbana.
O êxodo do Sudeste é puxado pelo Rio de Janeiro, que teve saldo migratório negativo de 165 mil. Nos últimos anos, a população do Estado tem sido impactada por sucessivos episódios de violência urbana e crises na indústria do petróleo, da qual a economia fluminense é bastante dependente.






















































