O estado de Santa Catarina reafirmou sua posição de liderança no cenário nacional de saúde ao alcançar, no ano passado, os melhores indicadores de doação e transplante de órgãos do país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o território catarinense atingiu a marca de 42,8 doadores efetivos por milhão de população, um número que supera com folga a média nacional, que ficou em 20,3.
Essa eficiência se reflete em uma rede de solidariedade que já beneficiou cerca de 26 mil pessoas com novos órgãos, tecidos ou células ao longo das últimas duas décadas.

Um dos pontos mais celebrados no relatório anual é a drástica redução na taxa de não autorização familiar. Em 2007, 70% das famílias recusavam a doação; em 2025, esse índice caiu para 32%, o melhor resultado do Brasil.
O avanço é creditado ao investimento massivo em educação permanente, com destaque para os cursos de comunicação em situações críticas, que já capacitaram mais de 3 mil profissionais de saúde para acolher as famílias no momento do luto.
O coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade, enfatiza que o sistema atingiu um patamar de maturidade único no país.
“Esses dados refletem a maturidade do sistema estadual de transplantes. Nos últimos 21 anos, por 15 fomos líderes isolados do processo de doação de órgãos para transplante no Brasil; e nos anos restantes fomos segundo colocado, o que mostra uma liderança incontestável. Os dados de 2025 mostram que a não autorização familiar foi de 32%, a taxa de efetivação foi de 43%, e a taxa de doação de órgãos efetivos foi de 42,8%, todos os melhores resultados do país. O conjunto desses dados revela que quem vive em Santa Catarina tem as melhores chances de receber um órgão ou tecidos quando precisar. O Governo de Santa Catarina tem muito orgulho dos resultados e gratidão às famílias doadoras de Santa Catarina”, pontuou.
A logística também desempenha um papel crucial nesse sucesso. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, ressaltou que a agilidade no transporte terrestre e aéreo é vital para que os órgãos cheguem aos receptores de forma segura e célere.
Segundo ele, sob a orientação da atual gestão, o estado segue aprimorando a infraestrutura para atender não apenas os catarinenses, mas também pacientes de outras federações que dependem da eficiência do sistema local.
O processo de doação no Brasil é baseado exclusivamente na vontade familiar, o que torna o diálogo em vida essencial. Atualmente, qualquer pessoa pode ser doadora, desde que seus parentes estejam cientes e autorizem o procedimento após o diagnóstico de morte encefálica.
Para as autoridades de saúde, cada “sim” representa a transformação da dor da perda em um legado de esperança, consolidando Santa Catarina como um estado que, além de eficiente, é solidário.






















































