Neste sábado (25), será lançado o documentário de média metragem “A cidade que um país esqueceu”, que resgata a história centenária de Boiteuxburgo, localidade no interior de Major Gercino, cidade da Grande Florianópolis, situada a 102 quilômetros da Capital. A obra será exibida às 15h, no salão da Igreja de São Floriano (em frente à praça Josefina Boiteux), em Boiteuxburgo, em evento gratuito e aberto à comunidade.
Com roteiro e pesquisa de Saulo Adami e direção de Darlan Serafini, o filme produzido pela Prime Filmes, de Brusque, valoriza e preserva a memória do antigo Núcleo Colonial Federal Senador Esteves Júnior, hoje uma localidade rural do município de Major Gercino, com pouco mais de 200 habitantes.

A pesquisa de Saulo Adami teve início em 2003, virou livro em 2021 e agora vira filme, com depoimentos de testemunhas oculares da história e de descendentes de alguns de seus principais moradores. A história de Boiteuxburgo é contada a partir de 1870, quando o Brasil começou a implantar núcleos coloniais federais. Uma das áreas escolhidas foi Boiteuxburgo. Seus lotes foram ocupados por imigrantes europeus a partir de 1910, reunindo 4 mil moradores na década de 1920. Mas o governo brasileiro – que estava construindo em Major Gercino uma cidade-modelo – interrompeu a remessa de verbas após uma fiscalização, no início da gestão de Jânio Quadros, explica o escritor.
De acordo com a pesquisa e o livro, quando os mais antigos moradores de Boiteuxburgo contam suas memórias, eles falam de um tempo de fartura, de amplo desenvolvimento, de uma cidade lotada de gente, que morava e produzia em seu território.
– Há mais controvérsias do que certezas na história do Núcleo, relatos e lendas que há mais de 100 anos são temas de conversas, pesquisas, livros e revistas de história. Poucas são as pesquisas conclusivas, o que aguça cada vez mais a curiosidade das pessoas, com a passagem do tempo -, avalia o roteirista.























































