
Como evento alusivo ao aniversário de 350 anos de Florianópolis, comemorado nesta quinta-feira (23), a prefeitura promoveu a inauguração da Praça Forte São Luís da Praia de Fora, entre as avenidas Beira-Mar Norte e Mauro Ramos, no Centro a festa teve ainda o tradicional “Parabéns pra você” e corte de bolo de aniversário pelo prefeito Topázio Neto. O empreendimento foi estruturado por meio de um processo de colaboração entre o poder público municipal e federal, e a iniciativa privada.
A participação da Prefeitura nesse processo deu-se desde o começo com importantes ações como a disponibilização do terreno (que foi cedido para administração municipal em 2018 pelo Exército), a aprovação do projeto pela Rede de Espaços Públicos do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), e intermediações junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
O Grupo Habitasul, que executou as obras, adotou a Praça Forte São Luís Praia de Fora em 7 de setembro do ano passado, através do programa Adote uma Praça do FloripAmanhã em parceria com a Prefeitura. Além de construir o espaço, de acordo com o projeto arquitetônico elaborado pelo Escritório JA8 doado pelo Beiramar Shopping, ele ficará responsável pela sua manutenção pelos próximos cinco anos.
No ato de inauguração, o prefeito Topázio destacou a importância de um novo espaço público que pode atender comunidades da região central da Capital.
– Essa praça representa uma luta de quase 40 anos, que está sendo entregue para a população numa Parceria Público-Privada em que não há gastos públicos -, completou.
A história da praça:
O Forte São Luís da Praia de Fora foi construído em 1771 com o objetivo de reforçar a segurança da então Vila de Nossa Senhora do Desterro. A iniciativa ocorreu durante a gestão do governador Francisco de Souza de Menezes (1765-1775). Porém, 68 anos depois, em 2 de dezembro de 1839, a fortaleza foi a leilão, sendo vendida por um “preço menor do que valia a cantaria de seus portões”, segundo conta o historiador catarinense Oswaldo Rodrigues Cabral na obra ‘As Defesas da Ilha de Santa Catarina no Brasil-Colônia’.
O comprador tinha o compromisso de demolir a construção de 1771, no contexto da Revolução Farroupilha (1835-1845), com o receio de que cidade caísse em poder dos revolucionários. Após a demolição, a área ficou abandonada e, no início do século XIX, adaptou-se ali uma fonte pública, transformando o local em um largo, com espaço para montagens de feiras. Mais tarde, tornou-se propriedade do Exército.






















































