O ator catarinense Ivo Müller, que atualmente vive em Los Angeles, retorna à sua cidade natal, Florianópolis, para integrar o elenco de Sangue de Groselha, uma releitura moderna do clássico Frankenstein. Dirigido por Marko Martinz e Loli Menezes, o filme traz Müller ao lado de Nuno Leal Maia, fazendo um inspetor e um delegado de polícia, numa referência aos tiras do cinema norte-americano.
Natália Lage, Marcos Veras e Marcos Breda também integram o elenco. O título faz referência ao sangue falso utilizado em filmes de terror, antecipando a atmosfera peculiar da produção. “O roteiro é divertido, ousado, louco e flerta com o cinema marginal. Não é todo dia que a gente recebe um roteiro assim.” comenta o ator.

Após um 2024 intenso, no qual percorreu festivais internacionais com Barba Ensopada de Sangue, e conquistou seu primeiro prêmio como produtor pelo curta Eu Tenho Uma Voz no LABRFF – Los Angeles Brazilian Film Festival, Müller inicia 2025 com agenda cheia.
Em janeiro, estreou em Nova York seu monólogo Rilke – One Million Words, aclamado pelo público e pela crítica. Na sequência, marcou presença no Festival de Berlim com Ato Noturno, novo filme dos diretores Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Agora, com Sangue de Groselha, Müller dá continuidade à sua trajetória no cinema, reafirmando sua versatilidade como ator.
Saiba mais sobre Ivo Muller
Com uma trajetória marcada pelo cinema independente, Ivo Muller foi o único ator brasileiro a integrar o elenco de um filme em competição no Festival de Berlim de 2012: Tabu, do diretor português Miguel Gomes, uma coprodução luso-brasileira premiada com os prêmios da crítica e de inovação. Gomes recebeu a Palma de Ouro de Melhor Diretor no Festival de Cannes mais recente, com Grand Tour.
Em 2025, Ivo retornou ao Festival de Berlim para apresentar o longa Ato Noturno, dos diretores Márcio Reolon e Filipe Matzembacher. Em um ano promissor para o cinema brasileiro, o filme foi ovacionado na Mostra Panorama da Berlinale — exatos 13 anos após sua primeira participação no festival.
No Brasil, além de participações em produções para cinema, teatro e televisão — como na novela As Aventuras de Poliana (SBT, 2018), onde interpretou o pai da personagem de Larissa Manoela —, Ivo atuou em Hebe: A Estrela do Brasil (2019), tanto na série quanto no longa, no papel de Carlucho, cabeleireiro, amigo de Hebe e pessoa vivendo com HIV. Andrea Beltrão, que interpretou Hebe, declarou em entrevista ao jornal O Globo: “Adorei trabalhar com o Ivo Müller, ele é maravilhoso.”

Entre 2020 e 2021, o ator retornou a sua terra natal para filmar a série Passaporte para Liberdade, da TV Globo. Em 2023, interpretou o vilão Marcelo em Barba Ensopada de Sangue, filme de Aly Muritiba baseado no romance homônimo de Daniel Galera.A história se passa em Garopaba, no litoral catarinense. O longa estreou no Festival de Gramado de 2024 e tem lançamento previsto para este ano. Marcelo é um pescador caiçara e rival do protagonista (vivido por Gabriel Leone, que interpretou Ayrton Senna no cinema), numa região com a qual Müller tem forte ligação pessoal. “Meu avô materno costumava levar os netos para Garopaba e região, onde se passa a história do livro.”
Após um 2024 intenso, no qual percorreu festivais com Barba Ensopada de Sangue e conquistou seu primeiro prêmio como produtor pelo curta Eu Tenho Uma Voz, no LABRFF – Los Angeles Brazilian Film Festival, Ivo retornou à sua cidade natal, Florianópolis, para integrar o elenco de Sangue de Groselha.
Nos Estados Unidos, Ivo estreou o monólogo Rilke – One Million Words, baseado na obra de Rainer Maria Rilke, autor de Cartas a um Jovem Poeta. O “solo show” estreou off-Broadway em Nova York em janeiro de 2025, com excelente recepção de público e crítica — um feito significativo para qualquer artista internacional, especialmente para um brasileiro ainda pouco conhecido nos EUA. “Rilke é um poeta pop e sempre atual, a Lady Gaga tem uma frase dele tatuada no braço. E faz muito sentido eu montar Rilke em inglês: ele nasceu em Praga, nunca falou tcheco e viveu por diversas cidades europeias. Nesta versão, falo uma língua que não é a minha, estando bem longe de onde nasci e vivi.”

Em Los Angeles, além de integrar projetos independentes como Proof Sheet, de Richard Kilroy, e Bluefish, de Ewen Bremner e Clark Middleton (em pós-produção), Ivo foi convidado a representar o cinema brasileiro em sessões na American Cinematheque e na University of Southern California (USC). Nesses eventos, foram exibidos e debatidos filmes como Tabu, de Miguel Gomes, e o premiado documentário Cine Marrocos, de Ricardo Calil — no qual Müller atuou como preparador de elenco formado por moradores em situação de rua, refugiados africanos e imigrantes latino-americanos no centro de São Paulo.
Ivo Müller também estará em Fractais Tropicais, primeiro longa de Leonardo Pirondi, premiado diretor de curtas. Filmado em Portugal e Los Angeles, a obra é uma fábula entre ficção, documentário e fantasia, situada em um futuro próximo, após uma catástrofe climática. Além de atuar como o último homem na Terra — um andarilho solitário que atravessa ruínas, inundações e secas enquanto coleta artefatos de uma civilização extinta —, Ivo também é produtor associado do filme.






















































