Uma escola estadual de Florianópolis foi a escolhida pelo Governo do Estado para implantar um projeto piloto do Plano de Contingência da Educação para Ameaça Grave à Vida. A escolhida foi a Irineu Bornhausen, situada na rua Vereador Batista Pereira, no bairro Estreito, na região continental da Capital.
A iniciativa é um dos desdobramentos provocados pelo episódio conhecido como Tragédia de Blumenau, ocorrida em abril do ano passado, quando um homem invadiu uma creche, matou quatro crianças e feriu outras, com um machadinho.

O Plano de Contingência da Educação para Ameaça Grave à Vida e uma das ações do Comitê Integrado para Cidadania e Paz nas Escolas (Integra), do qual a Secretaria de Estado da Educação faz parte junto com outras 26 entidades. O objetivo é expandir, a partir do próximo ano, a medida para todas as unidades escolares de Santa Catarina, que totalizam 6.292 escolas entre o setor público e privado.
Na segunda-feira (15), a unidade escolar contou com uma ampla programação, que tratou sobre a importância de um plano de contingência para ameaças nas escolas. Logo pela manhã, os participantes acompanharam a abertura da Semana Pedagógica, realizada pela Secretaria de Estado da Educação (SED). Depois disso, ao longo do dia, foram realizadas palestras sobre cyberbullying e saúde mental, Justiça Restaurativa, policiamento preventivo e um simulado de ataque e primeiros socorros.
De acordo com o governo do Estado, o Plano de Contigência faz parte de uma estratégia maior, denominada Plano Integrado Para Gestão da Cidadania e Paz nas Escolas, pelo qual se busca estabelecer uma política pública de segurança escolar ampla, por meio de práticas educacionais preventivas e protetivas, além de se implementar ações de preparação, resposta e recuperação em relação a possíveis ataques para as unidades escolares.
A iniciativa é do Comitê Integrado para Cidadania e Paz nas Escolas (Integra), formado por outras entidades, incluindo órgãos de segurança, educação, sociedade civil, universidades, Alesc e Ministério Público.
O responsável pelo ataque em Blumenau segue preso desde o dia do atentado, aguardando pelo júri popular.






















































