Após um impasse que durou cinco dias, a líder indígena catarinense Eunice Kerexu Yxapyry Antunes vai mesmo fazer parte da equipe de transição do Governo Lula, que trabalha em Brasília na preparação da gestão que inicia em janeiro. Nesta quinta-feira (17), cinco novos nomes foram somados à lista que vem sendo divulgada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alkmin, que comanda o processo.
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A inclusão de Kerexu na lista atendeu a uma pressão feita pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que se manifestou publicamente reclamando da faltra de representatividade no grupo convocado para discutir as questões indígenas no Novo Governo.
Kerexu Yxapyry tem 43 anos e foi a primeira mulher eleita cacique e comandar uma aldeia Guarani no Brasil, a Morro dos Cavalos, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ela hoje é coordenadora Executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), e em outubro foi a terceira indígena mais votada do País, com 35 mil votos dos catarinenses. Kerexu também é cidadã honorária de Florianópolis e já participou de eventos internacionais como a COP 26 e outros encontros ambientais em Barcelona, França e Inglaterra.
Além de Kerexu, também foram incluídos na lista para trabalhar na transição em Brasília os indígenas Eloy Terena, coordenador jurídico da Apib; Weibe Tapeba, coordenador da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (Fepoince); Kleber Karipuna, coordenador-executivo da Apib e ex-secretário executivo da Coiab; e Yssô Truká, liderança do povo Truká.






















































