No dia 9 de maio de 2025, um feminicídio abalou a cidade de Biguaçu, na Grande Florianópolis. A morte da esteticista Mikaella Sagás, de 29 anos, ganhou repercussão nacional. Ela foi assassinada pelo então namorado Sandro Coutinho Machado Junior, de 23 anos. Nesta quinta-feira (12), ele foi condenado a 70 anos, cinco meses e 10 dias de prisão, em regime fechado.
O Tribunal do Juri aconteceu na sede do Fórum de Biguaçu. O conselho de Sentença o condenou pelos crimes de feminicídio e furto qualificado. Sandro poderá recorrer ao Tribunal de Justiça, mas terá que aguardar atrás das grades.

Mikaella era natural de da cidade vizinha de Governador Celso Ramos, e foi morta a golpes de faca no seu apartamento, em Biguaçu, onde trabalhava como esteticista. Sandro confessou que matou por ciúmes, inconformado com o fim do relacionamento. Após matar a esteticista, ele furtou o celular e o carro da ex-namorada para ir a uma casa noturna.
Na manhã seguinte, ele postou um vídeo nas redes sociais, onde confessou o crime e logo após se entregou à Polícia.
Sandro já possuía diversos registros criminais, entre eles um assalto a um supermercado. Além da pena, ele terá que pagar uma indenização de R$ 100 mil à família da vítima.
Relembre o crime
Os pais de Mikaella foram até a residência da filha no dia 10 de maio após não conseguirem contato com ela e a encontraram morta no local, com sinais de violência. A jovem apresentava ferimentos causados por faca no pescoço. A arma do crime estava na pia do apartamento.
Mikaella era proprietária de uma empresa de cosméticos e estética e morava na Servidão João Antônio Manoel, no bairro Fundos, em Biguaçu. Seus pais são moradores do bairro Palmas, em Governador Celso Ramos.
Câmeras de monitoramento do prédio onde a empresária vivia registraram a presença de Sandro na noite do dia 9, próximo ao horário do crime. Na noite do dia 11, a Guarda Municipal de Florianópolis (GMF) localizou na BR-282, na Capital, o carro usado por Sandro para fugir da cena do crime. O veículo estava no nome de Mikaella.
O casal manteve um relacionamento por cerca de dois anos. Pessoas que trabalhavam no condomínio onde a vítima morava afirmaram que costumavam ouvir brigas e discussões entre eles.
Conforme o delegado Galeno, as possibilidades indicam que o homem tenha cometido o crime entre 2h e 3h da madrugada de sábado. Logo depois, às 4h, ele foi encontrado em uma boate de São José.
As informações policiais indicam que o suspeito já esteve preso por tráfico de drogas, lesão corporal, roubo, receptação e posse de drogas. Sandro estava em liberdade provisória desde sua última prisão, que ocorreu pelo crime de receptação em fevereiro de 2025.
Vídeo
No vídeo publicado nas redes sociais, Sandro confessou o crime e detalhou que teria matado a vítima devido a uma suposta traição cometida por ela. Ele afirma ter clonado o WhatsApp de Mikaella e encontrado uma conversa na qual ela marcava um encontro romântico com um policial.
O suspeito afirma que apesar dos boatos de que o casal havia terminado, os dois ainda estavam juntos e tinham uma viagem marcada para junho. Ao se entregar, Sandro reforçou à polícia a motivação que o levou a cometer o feminicídio.
Além disso, ele utilizou a gravação para se desculpar com a família da vítima e para pedir que as mulheres se conscientizem e evitem traições.






















































