Uma série de fiscalizações conjuntas retirou de circulação cerca de 1.140 quilos de alimentos considerados irregulares e impróprios para consumo em Florianópolis.
As ações ocorreram entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro e envolveram o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Vigilância Sanitária Municipal, o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e a Polícia Civil.
As equipes passaram por estabelecimentos e pontos de comércio em bairros das regiões Norte e Sul da Ilha. Todo o material apreendido será encaminhado para descarte sanitário.
Pescados representam maior parte do volume apreendido
No Campeche, durante a Operação Dead Fish, realizada em 25 de setembro, foram apreendidos 470 quilos de pescados. Segundo as informações divulgadas, os produtos eram mantidos sem refrigeração e em recipientes considerados insalubres.
Um veículo carregado com mercadorias também foi apreendido. Duas pessoas foram presas em flagrante por crime contra as relações de consumo e passaram a responder em liberdade após audiência de custódia.
Na Lagoa do Peri, a fiscalização recolheu 230 quilos de anchova de um restaurante por falta de comprovação de origem, rotulagem e rastreabilidade. O estabelecimento também recebeu intimação para adequações físicas.
Restaurante foi interditado no Morro das Pedras
No Morro das Pedras, um restaurante foi totalmente interditado após a identificação de problemas estruturais, como pisos e paredes inadequados para higienização e fiação elétrica exposta.
No local, também foram apreendidos 110 quilos de peixes irregulares.
Na Armação, equipes interceptaram outros 100 quilos de pescados armazenados em uma câmara fria que abastecia um restaurante do Matadeiro. Os produtos não tinham selo de inspeção e já haviam passado por procedimentos como descasque de camarão e evisceração sem garantia de origem.
Fiscalizações também chegaram ao Norte da Ilha
Na Cachoeira do Bom Jesus, foram apreendidos 210 quilos de carnes sem procedência regularizada em um açougue.
Já na Costeira, uma peixaria teve 20 quilos de pescados irregulares recolhidos.
Segundo os órgãos envolvidos, a ausência de inspeção e rastreabilidade impede a comprovação de que os alimentos foram manipulados dentro das condições exigidas, o que pode levar ao recolhimento preventivo dos produtos.
A legislação permite que restaurantes comprem pescados diretamente de pescadores artesanais. Para isso, no entanto, o estabelecimento deve possuir estrutura adequada e estar regularizado para realizar o processamento interno dos alimentos.






















































