Santa Catarina registrou US$ 1,15 bilhão em exportações em agosto de 2026. Esse número é 17,3% a mais que os US$ 976,9 milhões contabilizados no mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas externas chegaram a US$ 8,41 bilhões, crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), analisados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), apontam a agroindústria, especialmente os segmentos de carnes de aves e suínos, como um dos principais fatores para o desempenho registrado no mês.
As exportações de carne de aves cresceram 15,9%, alcançando US$ 189,2 milhões. A retomada dos embarques para a China teve impacto relevante, com as vendas passando de apenas US$ 399 em agosto de 2025 para US$ 29,7 milhões no mesmo mês deste ano, após o fim das restrições relacionadas à gripe aviária.
No setor de carne suína, a receita aumentou 9%, para US$ 144,5 milhões, com destaque para o mercado japonês, que quase dobrou as compras, de US$ 29 milhões para US$ 56,5 milhões. As exportações de soja também avançaram, com alta de 11,6% e receita de US$ 91 milhões. “Mesmo diante de um cenário desafiador nos Estados Unidos por conta do tarifaço, a força da nossa agroindústria fez a diferença”, afirmou o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
No mercado norte-americano, as vendas catarinenses recuaram 5% no primeiro mês de vigência das novas tarifas adotadas pelos Estados Unidos em julho, totalizando US$ 113,6 milhões. As exportações de madeira caíram 1,9%, para US$ 32,9 milhões, enquanto as de motores e geradores elétricos tiveram retração de 8,7%.
Em contrapartida, as vendas de partes para motores cresceram 135,2%. No comércio exterior como um todo, as importações também aumentaram em agosto, chegando a US$ 3,17 bilhões, alta de 15,1% na comparação anual, embora o volume importado tenha recuado 16%.
A demanda da indústria por máquinas, equipamentos e insumos contribuiu para o avanço das compras externas. As importações de máquinas e equipamentos cresceram 24,4%, alcançando US$ 428 milhões, enquanto autopeças e acessórios avançaram 19,2%, para US$ 92,4 milhões, e pneus novos tiveram alta de 23,4%, somando US$ 71,9 milhões. No acumulado do ano, as importações catarinenses chegam a US$ 24,7 bilhões, aumento de 9,9%. Em sentido contrário, as compras de fertilizantes caíram 56%, em meio a gargalos logísticos no Estreito de Ormuz que afetaram a oferta global de insumos agrícolas.






















































