Após um impasse na Justiça que já dura mais de 30 anos, foram demolidas na manhã desta terça-feira (29) as quatro primeiras casas na região da Praia do Forte, no Norte da Ilha, em Florianópolis. Vídeos que circulam desde as primeiras horas da manhã nas redes sociais mostram o momento em que máquinas retroerscavadeiras derrubam as construções. Um grupo de moradores que permandeceu em vigília durante toda a madrugada iniciou um protesto na tentativa de resistir à ação.

A Polícia Militar chegou no local antes mesmo do sol nascer, com cerca de 40 policiais armados. No momento em que as máquinas começaram a demolição, houve um princípio de tumulto, e os agentes usaram spray de pimenta sobre os moradores, entre eles mulheres e idosos, mas ninguém se feriu.
O conflito entre a Justiça Federal e os moradores da região teve início em 1991, quando a União entrou com o primeiro pedido de reintegração de posse. De acordo com um dos moradores, o terreno foi loteado por seu bisavô há cerca de 150 anos. Segundo ele, o ancestral também teria participado da construção da Fortaleza de São José da Ponta Grossa.
A área é tombada como patrimônio histórico e está aos cuidados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na década de 80 foi permitido os pescadores permanecessem, mas não poderiam ampliar, alugar ou vender. Mas, segundo a Justiça Federal foram realizadas melhorias e ampliações das casas.
No dia 23 de abril, a SPU (Superintendência do Patrimônio da União) notificou os moradores e deu um prazo de 72 horas para a desocupação — período que se encerrou nesta terça-feira (29).























































