Um mutirão que ocorreu no sábado (1º) pelo Instituto Save Planet reuniu 28 voluntários que trabalharam na remoção de pinus elliottii em uma área de 10 mil metros quadrados no interior do Parque Estadual do Rio Vermelho (PAERVE), dentro da Reserva Nacional de Surf Moçambique (RNSM).
Durante quatro horas de trabalho intenso, das 8h30 às 12h, voluntários de diferentes perfis – entre ambientalistas, biólogos, advogados, empresários, estudantes, surfistas e moradores locais – cortaram e arrancaram pinus exóticos invasores, realizaram manutenção das Ilhas de Biodiversidade já criadas e participaram de atividades de educação ambiental.

A ação do sábado fez parte do programa de voluntários do Instituto Save Planet, que em apenas quatro meses já conta com 98 inscritos. O trabalho de remoção de espécies exóticas invasoras e o monitoramento das espécies nativas como: araçá, camarinha, aroeira, vassoura roxa, tarumã, entre outras, tem mostrado resultados visíveis na recuperação da Mata Atlântica local.
“Ver a energia e o comprometimento de cada voluntário é inspirador. Neste sábado, trabalhamos juntos com um objetivo comum: devolver a Mata Atlântica para onde ela sempre deveria estar”, celebra Michele Montenegro, presidente do Instituto Save Planet. “Cada pinus removido é um espaço reconquistado para nossa biodiversidade nativa. A floresta está respondendo e isso nos dá força para continuar”, completou.
O desafio continua
O pinus elliottii, espécie trazida do Hemisfério Norte nas décadas de 1960 e 1970 para plantações comerciais, se tornou uma invasão biológica em Santa Catarina. Cada árvore produz milhares de sementes por ano que germinam em dunas, restingas e áreas de Mata Atlântica, competindo com espécies nativas e degradando o ecossistema costeiro.
“O trabalho que fizemos neste sábado é apenas uma parte de uma batalha muito maior. Mas cada mutirão nos aproxima da restauração completa da nossa restinga nativa”, complementa Michele. “Estamos construindo um legado ambiental concreto para as próximas gerações de Florianópolis”, acrescenta ela.
O trabalho desenvolvido pelo Instituto Save Planet tem ganhado reconhecimento nacional e internacional. Em julho de 2025, a Conservation International (CI), uma das maiores organizações ambientais do mundo, juntamente com o Instituto APRENDER Ecologia visitaram a área de atuação do ISP para conhecer as técnicas de restauração e controle de invasoras utilizadas.

O Instituto também integra o Conselho Consultivo do Parque Estadual do Rio Vermelho (PAERVE) e conta com o apoio da empresa Living Floripa, que adotou uma área de 5.000m² para restauração.
Próximos passos
Novos mutirões estão programados e as inscrições permanecem abertas para quem deseja participar dessa transformação ambiental. O trabalho continua com o objetivo de restaurar integralmente a vegetação nativa da Reserva Nacional de Surf Moçambique, uma das quatro praias brasileiras reconhecidas pelo Programa Brasileiro de Reservas Nacionais de Surf.





















































