A Secretaria de Estado da Administração se manifestou nesta semana sobre a situação que envolve o prédio histórico da extinta Escola Básica Lauro Muller, que segue abandonado no Centro de Florianópolis desde que a instituição fechou as portas, em 2019. De acordo com o Governo do Estado, segue em andamento um processo administrativo para contratação de uma empresa que elabore um projeto de reforma e restauração. A intenção é instalar ali a nova sede do Arquivo Público do Estado de Santa Catarina.
A manifestação da Secretaria é uma resposta aos questionamentos que vem sendo feitos pela ONG FloripAmanhã, que há dois meses entregou uma carta ao Secretário de Estado da Educação, Aristides Cimadon, solicitando a revitalização e o restauro do prédio, situado na rua Marechal Guilherme. A escola Lauro Muller foi uma das mais tradicionais instituições de ensino de Florianópolis, fundada em 1912.

Segundo técnicos da Secretaria, o projeto em questão busca a conservação, adequação e adaptação arquitetônica das edificações que compõem a Escola Lauro Müller, e também a preservação e valorização dos elementos de significado culturtal e histórico, já que se trata de patrimônio tombado pelo município.
“Entre os objetivos do projeto está o de resgatar e preservar a memória da cidade, através do reconhecimento da importância da Escola Lauro Müller não apenas no contexto do município de Florianópolis, mas do Estado de Santa Catarina como um todo, através da criação de um espaço de uso público com funções que atendam à sociedade catarinense”, informou a Secretaria.
O tema é pauta do REVIT – Grupo de Trabalho que trata da Revitalização de Espaços Públicos e Meio Ambiente de Florianópolis, coordenado pela ONG FloripAmanhã. O presidente do REVIT, Salomão Matos Sobrinho, destaca a importância dessa obra: “o prédio é tombado pelo patrimônio municipal, o que significa que é um bem público de interesse histórico, arquitetônico e cultural. E o fato de ser construído com tijolos maciços assentados com óleo de baleia o torna ainda mais especial e raro, pois é um método de construção que caiu em desuso há muito tempo. A revitalização é de extrema necessidade para a preservação da história e da cultura do município de Florianópolis”, salienou ele.
O prédio foi interditado há três anos, depois que o Ministério Público apontou situação precária da estrutura. Desde então o local segue abandonado, casando preocupação na comunidade local. Antes da Lauro Muller fechar as portas, outras duas escolas públicas situadas no Centro de Florianópolis já haviam sido desativadas, ambas por problemas estruturais causados pela falta de manutenção e anos de abandono: a Antonieta de Barros, no Centro Histórico, e a Celso Ramos, ao lado da Alesc.
A última reforma promovida na escola foi em 1991, pelo governador Vilson Kleinübing, como parte das comemorações dos 80 anos de atividades fundação. Depois disso, o prédio foi cedido pelo Governo do estado à Prefeitura da Capital em 2010. Em 2019, pouco antes da interdição total, a Defesa Civil vistoriou as instalações e apontou pequenas rachaduras em paredes e infiltração em salas de aula por causa do telhado deteriorado.






















































