
Baseado numa história real, o romance ficcional ‘Miçangas Húngaras’, do gaúcho Danilo Silvio Aurich, será lançado às 18h da quinta-feira (9), na sede da Fundação Cultural BADESC, no Centro de Florianópolis. A entrada é gratuita.
Aurich, que mora desde 1966 em Florianópolis, conta que foi ao ouvir uma história cativante de uma pessoa que enfrentou situações desesperadoras na infância e na adolescência, que percebeu a oportunidade de expor aquele relato dramático nas páginas de um livro.
– Evitando o formato biográfico, optei pelo viés da ficção, inserindo inúmeros personagens e ações imaginárias, assim como locais e cidades que não são as originais. No entanto, a trama permaneceu equilibrando-se sobre a linha de vida da protagonista -, destaca o autor, de 80 anos de idade.
Dividida em capítulos, que separam episódios bem caracterizados, a obra recebeu esse título em referência à protagonista. Segundo o autor, ela conta sua história a partir de miçangas e objetos que pertenceram a pessoas idosas que marcaram significativamente a vida dela.
O livro com 172 páginas e que oferece uma leitura fácil e fluida, deixando o leitor sempre na esperança de que a protagonista escape das asperezas que a vida lhe apresenta, estará à venda no dia do lançamento pelo valor de R$ 50.
– Ter a oportunidade de ocupar as dependências da Fundação Cultural BADESC para realizar o lançamento de um livro, deixa o escritor orgulhoso, e não só por ocupar o espaço, mas também pela consideração que recebe como artista. O lançamento de um livro neste espaço é um momento adequado para reconhecer o esforço que a Fundação faz em prol do desenvolvimento cultural e artístico do Estado -, salienta o autor.
A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis.
Quinta publicação
‘Miçangas Húngaras’ é a quinta publicação lançada pelo autor. O primeiro livro foi publicado em novembro de 2009 e recebeu o nome de ‘Sinais – Na esteira de seus códigos e presságios, uma história no Sul do Brasil’. ‘Tatalar de Ossos’, surgiu mais de dez anos após Sinais.
– De 2009 até 2019 dediquei-me a contos. Ao final de 2019, no início da pandemia, eu havia decidido reunir alguns contos premiados em concursos e outros de minha predileção num livro. Assim, em 2020, Tatalar de Ossos estava pronto para ser publicado-, conta.
O terceiro, outro romance, ‘Sonhar mais um sonho impossível’, surgiu quando o autor ouviu uma história contada à esposa. Já o quarto livro, ‘Não me pertencem mais’, surgiu durante o período da pandemia.
– O livro, que parece ser infantil, na verdade, por resgatar brincadeiras e jogos, muitos deles esquecidos, é dirigido especialmente a idosos que viveram aquele tempo -, explica.
Vida literária
Natural de Porto Alegre e morando desde 1966 em Florianópolis, Danilo Silvio Aurich começou a se dedicar à literatura em 2004, após a aposentadoria na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na Celesc. Na verdade, mesmo antes disso o engenheiro eletricista de formação, já escrevia textos, mas não pensava em publicações.
– Ainda engenheiro e professor universitário, ensaiava escrever contos, histórias inacabadas, que iam para as gavetas. Aposentado, com a disponibilidade de tempo, antes escasso, surgiu a oportunidade de se dedicar mais às atividades esportivas, aos livros e à escrita -, completa.





















































