Um prédio abandonado há mais de uma década no Centro de Florianópolis finalmente está recebendo obras de reforma para ser utilizado pelo poder público.Trata-se do antigo prédio da Defensoria Pública da União (DPU), que fica na rua Bulcão Vianna, entre as avenidas Hercílio Luz e Mauro Ramos.
Desde que foi desocupado no final dos anos 2000, o prédio passou a servir de moradia para pessoas em situação de rua, e também como esconderijo para criminosos. Há alguns anos, até mesmo o corpo de um homem assassinado na Capital foi abandonado no local.
Dsesde então, a travessia a pé pelas calçadas da rua Bulcão Vianna tem sido uma caminhada perigosa. No ano passado, uma mulher foi assaltada e agredida poer um casal próximo à esquina com a Mauro Ramos.
As obras que prometem reestruturar o prédio estão sendo feitas pelo Tribunbal de Justiça, que passou a administrar o conjunto após uma troca com o Poder Executivo Federal. A ação incluiu a organização e a limpeza da área, etapa necessária para o adequado aproveitamento futuro do espaço.
A própria sede do TJSC, a cerca de duas quadras dali, também passou por uma série de reformas e intervenções estruturais durante o recesso forense, que termina nesta quarta-feira (7). As obras tiveram como objetivo modernizar os ambientes, ampliar áreas de trabalho e adequar a estrutura física da instituição à chegada de novos desembargadores, além de fortalecer as atividades administrativas.
Entre as melhorias realizadas no prédio-sede está a reforma e requalificação do restaurante, que recebeu novo piso, iluminação e mobiliário. As mudanças proporcionam um ambiente mais moderno, funcional e confortável para magistrados, servidores e colaboradores.
No térreo das torres 1 e 2, assim como no 13º andar da torre 1, foram executadas reformas com novo layout para a reorganização de setores administrativos. A readequação dos espaços busca otimizar a ocupação do prédio e viabilizar a instalação de novos gabinetes destinados aos desembargadores recentemente nomeados.
O espaço do Tribunal Pleno também passou por intervenções, com a ampliação da área de acomodação para atender à nova composição do colegiado — conjunto de desembargadores que participam das sessões. A medida garante melhores condições para o funcionamento dos julgamentos e das sessões administrativas.
Além disso, a Unidade Padre Roma (UPR) teve espaços disponíveis ocupados por áreas administrativas. Essa reorganização permitiu a liberação de ambientes no prédio central do Tribunal, com a possibilidade de uma distribuição mais eficiente das equipes e dos serviços.
As intervenções integram o planejamento estratégico do TJSC, voltado à modernização da infraestrutura, ao uso racional dos espaços físicos e à melhoria das condições de trabalho. As obras foram realizadas sem impacto no atendimento ao público, já que os serviços estavam suspensos durante o recesso forense.






















































