A chuva que desde sábado (26) castiga a grande Florianópolis provoca um rastro de destruição e prejuízos em várias cidades. O pior momento foi ainda durante a madrugada desta quinta-feira (1º). Segundo aferição da Defesa Civil do Estado, com dados confirmados pelos institutos de climatologia, até a manhã de quinta o acumulado de chuva era próximo de 400 milímetros, volume mais de três vezes superior ao esperado para todo mês de novembro. As prefeituras de Florianópolis, Santo Amaro, São José, Palhoça, São João Batista, Angelina e São Pedro de Alcântara decretaram situação de emergência. No entanto, também há estragos em Rancho Queimado, Águas Mornas, Antônio Carlos e Anitápolis, que ficam na mesma macrorregião.
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Em Palhoça a informação é que 634 pessoas que precisaram sair de suas casas foram alojadas em abrigos da prefeitura e pelo menos 220 pessoas ficaram desalojadas, e foram acomodadas em casa de amigos ou parentes. Os abrigos foram instalados nos bairros Frei Damião, Passa Vinte, Brejaru e Guarda do Cubatão, e há possibilidade de abertura de outro na região Sul do município. Praticamente todos os bairros de Palhoça foram atingidos.
Em Florianópolis foram identificados 72 pontos de alagamentos pela cidade, 11 deslizamentos e desabamentos, seis interdições. Uma família está desabrigada e hospedada no Hotel conveniado da prefeitura, e há cerca de mil pessoas desalojadas, abrigadas em casa de familiares. Praticamente todos os bairros da Ilha foram afetados.
Segundo um levantamento da prefeitura de São José, os bairros mais atingidos na cidade foram Colônia Santana, Forquilhinhas, Potecas e Lisboa. O interior do município também apresenta áreas de alagamento e vários deslizamentos com obstrução de via pública. Há cerca de 300 pessoas desabrigadas, que foram acolhidas na Escola do bairro Picadas do Sul. Um novo abrigo foi instalado na manhã desta quinta-feira (1º) na escola do bairro Forquilhinha.
Nas zonas interioranas dos municípios da região ainda no final da manhã de quinta, havia diversos pontos onde os alagamentos isolaram áreas e os moradores não conseguiam se deslocar, muitos deles sem luz, água e comunicação.
Em Santo Amaro da Imperatriz, o Rio Cubatão extravasou e provocou alagamento em várias regiões, o Centro e o Sul do Rio foram os locais mais afetados. Segundo a última atualização, o Corpo de Bombeiros atua junto com a prefeitura e a Defesa Civil no monitoramento da situação e atenção à comunidade necessitada. Nas regiões mais atingidas, entre a noite de quarta e a manhã de quinta, 18 pessoas ficaram ilhadas em lajes e telhados de casas e aguardavam o socorro. Dentre elas havia adultos, crianças de colo, gestante e um deficiente físico. Os resgates foram feitos pela equipe aérea do Corpo de Bombeiros, a partir das 6h da manhã desta quinta.

Em Angelina, o centro da cidade e o bairro Beira-Rio foram afetados por alagamentos e deslizamentos. Há ainda algumas quedas de barreiras, e nível dos rios subindo constantemente, alagamentos e deslizamentos generalizados. Vários acessos bloqueados. A cidade já decretou situação de emergência, mas ainda não foi contabilizada pelo órgão estadual.
Em São Pedro de Alcântara há vários pontos de alagamento, alguns deslizamentos, interdição de via e rompimento de rede de abastecimento de energia. Há regiões do interior que ficaram isoladas e incomunicáveis devido ao extravasamento do rio Maruim.
Em Águas Mornas o centro e proximidades do Rio Cubatão foram afetados por alagamentos e deslizamentos. A prefeitura ainda análise a hipótese de decretar situação de emergência.
Em São João Basta os bairros de Arataca, Lua, Centro, Fernandes e Macaco branco ficaram alagadas e algumas regiões tiveram deslizamentos de encostas. Várias estradas foram seriamente danificadas pela enxurrada.






















































